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Tapir Deaths by Rat Poison at São
Paulo Zoo
13 February, 2004: CNN.com article
in English, reporting on the zoo deaths.
"What's
killing the animals at the Sao Paulo zoo?"
7 February, 2004: Folha
de São Paulo
Ciência e Meio Ambiente
"Deaths of animals is investigated at Sao Paulo Zoological
Gardens"
We have provided this aritcle in full
from the Brazilian national daily paper Folha
de São Paulo with a partial translation in English:
A series of deaths of 10 animals at the Sao Paulo zoo is being investigated
by the police. According to the labs processing the dead animals,
their deaths are due to poisoning by rat poison, which is prohibited
in Brazil, according to zoo officials.
According to the zoo's scientific director, José
Luiz Catão Dias, 45, the deaths at the zoo include
two chimpanzees, aged 15 and 25 years, an elephant of 33 years,
three 7-year old dromedaries and three tapirs, including a calf,
aged three months, an animal that was chosen as the symbol of Sao
Paulo's 450 year anniversary celebrations this year.
The deaths started 24 January, beginning with the chimpanzees,
and the dromedaries following 27 January. According to the zoo veterinarian,
who witnessed the death of the tapirs, the deaths were agonizing,
"The animals suffered terribly, especially with the trouble
they had breathing."
Rat poison causes rapid organ failure and impedes cellular respiration.
A small amount is substancial and sufficient to kill a large animal.
...
In other countries, such as New Zealand, the USA and Australia,
this poison is used to kill rodents.
The Zoo employs 15 guards who patrol zones of the zoo. Local miliary
police are now involved. None of the deaths was captured on video.
The bodies of the dead animals were sent to laboritories and will
be used for veterinary and museum study.
Full Article in Portugues:
Ciência e Meio Ambiente
Sábado, 7 de fevereiro de 2004, 08h19
Morte de animais é investigada em Zoológico de SP
A morte em série de dez animais do Zoológico de São
Paulo, na zona Sul, está sendo investigada pela polícia.
Segundo o jornal A Folha de São Paulo, os exames laboratoriais
já comprovaram que oito deles foram envenenados por um raticida
cuja produção e venda estão proibidas no país,
de acordo com a direção da instituição.
De acordo com diretor técnico-científico do zoológico,
José Luiz Catão Dias, 45, morreram dois chimpanzés
de 15 a 25 anos, a elefanta, de 33, três dromedários
de cerca de sete anos e três antas, entre elas uma, de três
meses, que foi escolhida recentemente como um dos animais-símbolo
da cidade no aniversário dos 450 anos. Falta, ainda, realizar
exames nos chimpanzés e dromedários.
As mortes começaram no dia 24 de janeiro. Um chimpanzé
foi encontrado morto na jaula. Tinha sido visitado horas antes pelo
veterinário, em uma avaliação de rotina, e
estava bem. No dia 27 foi um dromedário, reprodutor do zoológico.
As últimas duas mortes, de outro chimpanzé e de outro
dromedário, ocorreram ontem. Segundo Dias, os veterinários
acompanharam as mortes das antas, encontradas agonizando. "Foram
mortes muito sofridas, com uma dificuldade respiratória grande."
O veneno causa rapidamente falência dos órgãos,
explica Dias, A Folha, por impedir a respiração celular.
Uma quantidade pequena da substância, o monofluoracetato de
sódio, é suficiente para matar. A substância,
cuja fabricação e venda estão proibidas, levava
os nomes Mão Branca e 1080, afirma. Foi vetada pela alta
periculosidade, por não ter gosto nem cheiro. Mesmo recebendo
lavagem gástrica e soro, os bichos do zoológico não
resistiram.
Em alguns países, como Nova Zelândia, EUA e Austrália,
o veneno é ainda utilizado para exterminar pragas de roedores.
O zoológico, fundado há 45 anos, tem 3.500 bichos
e expõe 2 mil ao público.
No zôo, trabalham 15 seguranças por turno. "Não
é pouco. Eles trabalham por zona, os veículos rodam
internamente e no perímetro", diz Paulo Bressan, 39,
diretor do zoológico. Há ainda uma base da Polícia
Militar no local. Não havia câmeras nas jaulas em que
houve mortes.
A maior parte da ração é produzida em uma fazenda
do próprio zôo. Como é distribuída para
boa parte dos animais, a hipótese de contaminação
da comida está praticamente descartada. Os corpos dos animais
seguiram para instituições como museus e faculdades
de veterinária. Serão utilizados para estudos ou empalhados
para exposição.
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